
Por que mulheres vão mais ao médico do que homens
As mulheres frequentam mais os consultórios médicos do que os homens e isso pode ser observado em praticamente todas as fases da vida.

As mulheres frequentam mais os consultórios médicos do que os homens e isso pode ser observado em praticamente todas as fases da vida.

Estudos recentes indicam que grande parte das pessoas acima dos 60 anos continua sexualmente ativa. Uma pesquisa publicada na revista Ciência & Saúde Coletiva apontou atividade sexual em mais da metade dos idosos entre 65 e 74 anos. Outro levantamento revelou que 68,8% dos idosos entrevistados afirmaram manter vida sexual ativa.

Há senhas para o celular, para a televisão, para o streaming, para o plano de saúde, para o condomínio, para o e-mail, para as fotos da família, para o imposto de renda, para os aplicativos que prometiam facilitar a vida e acabaram exigindo outra senha.

As mulheres vivem mais do que os homens em praticamente todo o mundo. No Brasil, a expectativa de vida feminina ultrapassa os 79 anos, enquanto a masculina permanece vários anos abaixo disso. À primeira vista, esse dado parece representar uma vitória da saúde feminina. Mas a realidade é mais complexa. Viver mais não significa, necessariamente, viver melhor.

É preciso empurrá-la devagar, levantar um pouco do lado esquerdo e depois insistir com delicadeza, como quem convence uma criança teimosa a dormir. Qualquer visita percebe. Qualquer marceneiro resolveria em meia hora.

O envelhecimento da população é uma das maiores transformações sociais do nosso tempo. O Brasil, que durante décadas foi considerado um país jovem, caminha rapidamente para se tornar uma nação com grande número de idosos. Com o aumento da expectativa de vida, cresce também um problema quase invisível: a solidão na velhice.

O número de brasileiros que fazem o chamado “testamento vital” — documento em que a pessoa registra antecipadamente quais tratamentos médicos aceita ou recusa em situações graves e irreversíveis — vem crescendo de forma significativa no país.

Cuidar dos netos faz bem porque fortalece vínculos afetivos, dá sensação de utilidade e pode melhorar até a saúde emocional dos avós. Estudos mostram que não são só os netos que ganham, os avós também podem se beneficiam muito. Para muitas pessoas, a convivência com os netos traz alegria, movimento e um novo sentido para a rotina.

Há um silêncio especial na casa depois que os filhos saem.
No começo, ele assusta. A porta do quarto fica fechada por costume, não por necessidade. A toalha molhada desaparece do banheiro. A geladeira dura mais. Ninguém pergunta onde está o carregador, ninguém reclama que acabou o café, ninguém deixa copo na pia como se a pia fosse um hotel de copos cansados.

Chega uma idade em que a gente começa a prestar mais atenção no silêncio. Não falo daquele silêncio dramático de filme ruim, nem do silêncio solene das igrejas vazias. Falo do silêncio da casa mesmo. O silêncio da sala no fim da tarde. Da cozinha depois do café. Do quarto quando a televisão já não está ligada só para fazer companhia. O silêncio comum, esse que sempre existiu, mas que só depois de certa idade ganha voz própria.
Iniciei minhas atividades como jornalista na década de 70. Trabalhei em alguns dos principais veículos nacionais, como O Estado de S. Paulo e Jornal de Brasil. Mas a maior parte da minha carreira foi construída no exterior, trabalhando para a emissora britânica BBC, em Londres, onde vivi durante mais de 16 anos. No retorno ao Brasil, criei um jornal, do qual fui editora até me voltar para a internet. O 50emais ganhou vida em agosto de 2010. Escolhi o Rio de Janeiro para viver esta terceira fase da existência.
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