
No México, a morte é celebrada como parte da vida
Os mexicanos têm uma maneira muito particular de lidar com a finitude: em vez de esconder a morte ou tratá-la como um assunto proibido, como nós fazemos, procuram incorporá-la à vida cotidiana.

Os mexicanos têm uma maneira muito particular de lidar com a finitude: em vez de esconder a morte ou tratá-la como um assunto proibido, como nós fazemos, procuram incorporá-la à vida cotidiana.

Abriu a geladeira, examinou os potes e começou a organizar mentalmente as preferências da família. O filho não gostava de cebola aparecendo. A filha andava evitando massas. O marido achava que domingo pedia carne. Sabia tudo de cor, inclusive quem dizia que comeria pouco e repetia o prato. Quando chegou a vez de pensar no que ela mesma queria, ficou com a porta aberta por mais alguns segundos.

Na segunda-feira, 12 de outubro, comemora-se o Dia da Criança. Pensei nas vitrines cheias de brinquedos, nas lembranças da infância e numa recomendação que recebi de um amigo. Segundo ele, precisamos tomar cuidado para não nos adultizarmos demais.

A busca por companheirismo, afeto e novos relacionamentos após os 50 anos migrou para o ambiente digital. O número de sites de namoro para o pessoal dessa faixa etária só aumenta. E o número de buscas também. Calcula-se que cerca de 30% a 35% dos usuários de plataformas de paquera no país já têm mais de 50 anos.

O número de eleitores nessa faixa etária aumentou. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o grupo reúne quase 17 milhões de pessoas aptas a votar no domingo(4) e cresceu 15,75% em relação a 2022

Há um paradoxo difícil de ignorar na democracia brasileira: as mulheres são maioria entre os eleitores, mas continuam sendo minoria nos espaços onde as decisões políticas são tomadas. Nas eleições de 2026, elas representam 52,84% do eleitorado brasileiro, cerca de 83,8 milhões de pessoas. Ou seja, mais da metade dos brasileiros aptos a votar é mulher.

A resposta saiu tão depressa que parecia ensaiada. Pouco depois, enquanto todos conversavam, ela recolhia os pratos, perguntava quem queria café, separava um pedaço de sobremesa para o filho levar e procurava na bolsa um remédio que o marido estava precisando.

Quando uma mulher mais velha começa um relacionamento com um homem mais jovem, quase sempre aparecem os comentários. “Ele está com ela por interesse.” “Ela quer parecer mais jovem.” “Isso não vai durar.” “Ela deveria procurar alguém da idade dela.” São frases que revelam menos sobre o casal e mais sobre os preconceitos de quem observa.

Duas amigas conversavam na mesa ao lado da minha num café. Não prestei atenção de propósito, mas pude ouvir certas frases . Uma delas dizia que estava cansada do trabalho e começava a pensar numa mudança. A outra não esperou que terminasse. “Eu, no seu lugar…”

A ironia é descobrir que, algumas décadas depois, podemos voltar ao mesmo interrogatório, desta vez sentados do outro lado da mesa. Mudam as perguntas, mas permanece uma espécie de fiscalização afetiva. E ela costuma chegar disfarçada de uma frase difícil de contestar: “Estou apenas preocupado com você”.
Iniciei minhas atividades como jornalista na década de 70. Trabalhei em alguns dos principais veículos nacionais, como O Estado de S. Paulo e Jornal de Brasil. Mas a maior parte da minha carreira foi construída no exterior, trabalhando para a emissora britânica BBC, em Londres, onde vivi durante mais de 16 anos. No retorno ao Brasil, criei um jornal, do qual fui editora até me voltar para a internet. O 50emais ganhou vida em agosto de 2010. Escolhi o Rio de Janeiro para viver esta terceira fase da existência.
© 2022 50emais - Customizado por AttonSites.
Canal de atendimento WhatsApp