
Todo mundo virou especialista
Outro dia, precisei trocar o refil do filtro de água de casa. Como não encontrei o manual, supondo que ele ainda exista, fiz o que todo mundo faz: peguei o celular. Parecia uma tarefa simples.

Outro dia, precisei trocar o refil do filtro de água de casa. Como não encontrei o manual, supondo que ele ainda exista, fiz o que todo mundo faz: peguei o celular. Parecia uma tarefa simples.

50emais “Quero denunciar aqui o uso do meu nome, da minha pessoa, na propaganda de um remédio para idosos, remédio esse que cura até Alzheimer.” Com essas palavras, Fernanda Montenegro fez um alerta público sobre um golpe que vem circulando na internet e que utiliza

A França deu um passo histórico ao aprovar uma lei que autoriza a morte assistida em situações rigorosamente definidas. A decisão é resultado de anos de debates éticos, jurídicos, médicos e religiosos, que dividiram a sociedade francesa e mobilizaram especialistas de diversas áreas.

Era uma visita. Abri a porta com uma mistura de surpresa e alegria. A pessoa estava passando pela minha rua e resolveu aparecer para um café. Simples assim. Enquanto colocava a água para ferver, pensei em como esse gesto, tão comum durante boa parte da vida, acabou se tornando uma exceção.
Houve um tempo em que as visitas faziam parte do nosso dia-a-dia. Amigos apareciam sem cerimônia.

Receber amigos em casa já fez parte do cotidiano de boa parte das famílias brasileiras. Um café improvisado, um almoço de domingo ou um jantar sem ocasião especial eram suficientes para reunir pessoas em torno da mesa.

Era como se existissem muros invisíveis separando pessoas que dividiam o mesmo espaço. Fiquei pensando que as praças nem sempre foram assim.

Há um movimento crescente de brasileiros com mais de 50 anos — especialmente aposentados, profissionais que trabalham remotamente e pessoas em fase de transição para a aposentadoria — escolhendo Portugal para viver.

Nesta semana que passou, resolvi organizar uma gaveta que há anos vinha sendo fechada sem muita convicção. Dessas que todos temos em casa, onde vão parar objetos que ainda não tiveram coragem de virar lixo. Pilhas sem carga, parafusos soltos, moedas esquecidas, canetas que já não escrevem e, espalhadas entre tudo isso, um pequeno molho de chaves.

O chamado “divórcio grisalho”, expressão usada para definir as separações que acontecem após os 50 ou 60 anos de idade, vem crescendo de forma significativa no Brasil. O fenômeno acompanha mudanças profundas na sociedade, na expectativa de vida e na maneira como homens e mulheres enxergam o casamento.

Outro dia, um rapaz me pediu um conselho. Não era meu filho, nem sobrinho, nem alguém da família. Era um colega mais jovem, atravessando uma dúvida profissional. Depois de alguns minutos de conversa, perguntou: “Se fosse você, o que faria?”
Iniciei minhas atividades como jornalista na década de 70. Trabalhei em alguns dos principais veículos nacionais, como O Estado de S. Paulo e Jornal de Brasil. Mas a maior parte da minha carreira foi construída no exterior, trabalhando para a emissora britânica BBC, em Londres, onde vivi durante mais de 16 anos. No retorno ao Brasil, criei um jornal, do qual fui editora até me voltar para a internet. O 50emais ganhou vida em agosto de 2010. Escolhi o Rio de Janeiro para viver esta terceira fase da existência.
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